UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
A revolta após matança de 1.400 golfinhos em um dia na Europa

16/09/2021

A prática da caça de golfinhos nas Ilhas Faroé (território autônomo da Dinamarca) está em xeque depois da morte de mais de 1.400 dos mamíferos, um patamar de captura recorde.
O grupo de golfinhos-de-faces-brancas foi conduzido para o maior fiorde do território do Atlântico Norte no domingo (12).
Os barcos os levaram a águas rasas na praia Skalabotnur em Eysturoy, onde foram mortos a facas. E as carcaças foram transportadas para a terra e distribuídas aos moradores para consumo.
Os registros desse dia mostram golfinhos se debatendo nas águas, que ficaram vermelhas de sangue enquanto centenas de pessoas assistiam da praia.
Conhecida como grind (ou Grindadrap em feroês), a caça de mamíferos marinhos (principalmente baleias) é uma tradição praticada há centenas de anos nas remotas Ilhas Faroé.
O governo das Ilhas Faroé afirma que cerca de 600 baleias-piloto são capturadas todos os anos, em média. Os golfinhos-de-cara-branca são capturados em números menores, como 35 em 2020 e 10 em 2019.
Para os defensores da prática, a caça aos mamíferos marinhos é uma forma sustentável de coletar alimentos da natureza e uma parte importante de sua identidade cultural. Ativistas pelos direitos dos animais, por outro lado, consideram o massacre cruel e desnecessário.
A caça de 12 de setembro não foi diferente, e diversos grupos conservacionistas internacionais criticaram os caçadores pela matança.
Mas a escala da quantidade de animais mortos na praia de Skalabotnur chocou muitos moradores e recebeu críticas até de grupos envolvidos na prática.
Segundo Bjarni Mikkelsen, biólogo marinho das Ilhas Faroé, os registros mostram que este foi o maior número de golfinhos já morto em um dia no território autônomo da Dinamarca.
Ele disse que o recorde anterior era de 1.200 em 1940. As seguintes foram de 900 em 1879, 856 em 1873 e 854 em 1938, segundo Mikkelsen.
Em entrevista à BBC, o presidente da Associação de Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, admitiu que a matança foi excessiva.
Então, por que tantos golfinhos foram mortos?
"Foi um grande erro", disse Sjurdarberg, que não participou da caçada. "Quando o grupo foi encontrado, eles estimaram que eram cerca de 200 golfinhos."
Somente quando o processo de matança começou, eles descobriram o verdadeiro tamanho do grupo.
"Alguém deveria ter avaliado melhor", disse Sjurdarberg. "A maioria das pessoas está em choque com o que aconteceu."
Mesmo assim, de acordo com Sjurdarberg, a captura foi aprovada pelas autoridades locais e nenhuma lei foi infringida.
Essas caças são regulamentadas nas Ilhas Faroé. Elas não são comerciais e são organizadas pela comunidade, geralmente de forma espontânea quando alguém avista um grupo de mamíferos.
Para participar, os caçadores devem ter um certificado oficial de treinamento que os habilite a matar os animais.

Leia a matéria completa na Folha S. Paulo

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...