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Mudanças climáticas afetam espécies de lagartos

31/08/2021

Cadeias montanhosas que formaram refúgios para espécies, grande quantidade de chuvas, variedade de vegetação, mangues e restingas. Elementos que tornam o Rio de Janeiro um estado que concentra uma grande biodiversidade na Mata Atlântica presente em território fluminense. É nesse ambiente rico, mas não imune a prejuízos, que o pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Ibrag/Uerj) Carlos Frederico Rocha se dedica a identificar e monitorar espécies de répteis e anfíbios há mais de três décadas, com a ajuda de equipe de seu laboratório. Como resultado, nesse período, o grupo de pesquisa publicou cerca de 500 estudos entre artigos, livros e capítulos de livro, fruto do trabalho conjunto com seus alunos de Iniciação Científica, mestrandos, doutorandos e Pós-docs, grande parte deles subsidiados com bolsas da FAPERJ e com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
"Você não conserva o que não sabe que existe e, tampouco, se desconhece em que situação estão as espécies", afirma o pesquisador. Entre seus trabalhos mais recentes publicados está o inventário de espécies do Parque Nacional da Tijuca, publicado em 2021 na revista Biota Neotropica. Na coleta de dados realizada entre 2013 e 2015, fruto do trabalho de doutorado de Tiago Dorigo e equipe, foram encontrados 3.288 indivíduos, sendo 24 espécies de anfíbios e 25 de répteis. Destas, 80% são endêmicas, no caso dos anfíbios, contra apenas 28% entre os répteis. "A considerável diversidade da herpetofauna do Parque Nacional da Tijuca, que inclui espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, reflete a eficácia do reflorestamento dessa unidade de conservação e enfatiza a importância de sua conservação", escrevem os autores no artigo e se referindo ao reflorestamento iniciado no século XIX.
Coordenador do Laboratório de Ecologia de Vertebrados, vinculado ao Ibrag/Uerj, o biólogo concentra as atividades de monitoramento de espécies na Ilha Grande, para as quais conta com recursos de diversos editais lançados pela FAPERJ ao longo dos anos. Entre os financiamentos obtidos da Fundação e que estão em vigor, Rocha tem o apoio do programa Cientista do Nosso Estado. O trabalho também ocorre em parceria com o Instituto de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a realização de ações conjuntas de conservação das espécies.
Se a Floresta da Tijuca trouxe boas notícias por conta do reflorestamento, não é possível dizer o mesmo sobre a população de lagartos. De um total de 11 mil espécies conhecidas ao redor do globo, 800 ocorrem no País e 300 são de lagartos, o que coloca o Brasil na terceira posição no ranking de biodiversidade desses animais. No entanto, mais de 10% deste total estão ameaçadas de extinção e constam na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Ministério do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (MMA).

A matéria completa pode ser lida no site da Faperj

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