UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
A luta para combater ´nuvens´ de metano tão grandes que podem ser vistas do espaço

31/08/2021

Deter os vazamentos de metano de aterros, campos petrolíferos, tubulações de gás natural e outras fontes é uma das ferramentas mais poderosas que temos para reduzir rapidamente o aquecimento global.
A ameaça era invisível para os olhos: toneladas de metano subindo para o céu, escapando de gasodutos de gás natural serpenteando pela Sibéria. Tempos atrás, as plumas de potentes gases do efeito estufa liberados pelas operações petrolíferas russas no ano passado poderiam haver passado despercebidas. Mas, equipado com novas e poderosas tecnologias de imagens, um satélite "caçador" de metano "farejou" as emissões e as rastreou até as suas fontes.
Graças aos rápidos avanços tecnológicos, uma frota de satélites cada vez maior tenta agora ajudar a conter esses vazamentos identificando-os do espaço. A missão é vital e diversos relatórios recentes fizeram soar o alarme cada vez mais urgente para o corte das emissões de metano.
Embora tenha vida mais curta e seja menos abundante que dióxido de carbono (CO2), metano é muito mais poderoso na captura de calor e seu impacto sobre o aquecimento global é mais de 80 vezes maior (que o CO2) a curto prazo. Cerca de 60% das emissões mundiais de metano são produzidas por atividades humanas - a maior parte, da agricultura, descarte de resíduos e produção de combustível fóssil. Segundo estimativas do Fundo de Defesa do Meio Ambiente (EDF, na sigla em inglês), o metano gerado pela atividade humana é responsável por pelo menos 25% do aquecimento global atual.
Estancar essas emissões é a nossa maior esperança para frear rapidamente o aquecimento global, como destaca a nova Avaliação do Metano Global (em tradução livre do inglês), do Programa Ambiental das Nações Unidas.
"Esta é a ferramenta mais poderosa que temos para reduzir o aquecimento global e todos os efeitos decorrentes das mudanças climáticas nos próximos 30 anos", afirma Drew Shindell, professor de Ciências da Terra da Universidade de Duke e o principal autor do relatório da ONU. Os cientistas salientam que reduções consideráveis de dióxido de carbono e metano são fundamentais para evitar mudanças climáticas extremas. "Elas não substituem a redução de CO2, mas a complementam", segundo Shindell.
Apesar da pandemia, 2020 presenciou o maior salto já registrado das concentrações de metano na atmosfera em um ano.
Segundo a avaliação da ONU, as cerca de 380 milhões de toneladas de metano liberadas anualmente por atividades humanas poderiam ser reduzidas praticamente pela metade nesta década com os métodos disponíveis — e que são, em sua maioria, economicamente viáveis. Isso evitaria cerca de 0,3 °C de aquecimento até os anos 2040 — e ganharíamos tempo precioso para controlar as emissões de outros gases do efeito estufa.
Os ganhos mais fáceis podem ser obtidos reparando-se vazamentos em tubulações, impedindo liberações deliberadas — como a ventilação de gases indesejados de sondas de perfuração — e outras ações na indústria do petróleo e gás, segundo o relatório da ONU. A captura de gases de materiais em decomposição em aterros e a redução das emissões de gases de ruminantes em rebanhos também ajudariam.
No momento, entretanto, a tendência é seguir na direção oposta: a concentração de metano na atmosfera da Terra vem crescendo ao longo dos últimos cinco anos, segundo o Índice Anual de Gases do Efeito Estufa (em tradução livre do inglês) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês).
E, apesar da pandemia, 2020 presenciou o maior salto já registrado em um ano. As causas do recente pico são incertas, mas podem incluir fraturamento hidráulico ("fracking") de gás natural, aumento das emissões de micróbios produtores de metano estimulado pela elevação das temperaturas ou uma combinação de fontes naturais e de origem humana.

A matéria completa pode ser lida no G1

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...