
26/08/2021
A umidade relativa do ar despencou na segunda-feira (23) em cidades do interior de São Paulo, agravando os problemas climáticos que o estado já vive devido à falta de chuvas.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alertas de perigo para ao menos 15 regiões do estado por conta da baixa umidade. O alerta é ligado quando uma cidade registra índice abaixo de 20% — exatamente o que ocorreu em importantes regiões paulistas.
Por volta das 15h desta segunda, Campinas registrava apenas 13,4%. Rio das Pedras estava com 14% e Paulo de Faria, na região de São José do Rio Preto, 15% — taxas próximas da situação de um estado de emergência, que é atingido quando o nível fica abaixo de 12%.
As taxas verificadas nessas cidades se aproximaram de índices verificados em áreas de deserto, onde a umidade é de cerca de 10%.
“Estamos em uma situação difícil e é preciso tomar todas as medidas de prevenção, já que a probabilidade de ocorrência de incêndios é máxima. Esta semana estamos no pior período da estiagem e há previsão de chuva somente na sexta-feira, dia 27”, disse o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.
Segundo ele, a umidade do ar já tem sido baixa nas últimas semanas, o que contribuiu para levar a cidade e a região a uma situação crítica.
Além da região de Campinas, de acordo com o Inmet também estão sob alerta de perigo as cidades de Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Piracicaba, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Itapetininga. O cenário também é crítico no Vale do Paraíba, no litoral sul e na Região Metropolitana de São Paulo.
Em boletim divulgado nesta segunda-feira, a Defesa Civil do Estado informou que entre esta segunda e quinta-feira (26) as temperaturas tendem a subir gradativamente, com momentos de calor intenso em todo o estado.
Para as regiões de Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Vale do Ribeira, os termômetros poderão marcar até 38ºC, com sensação térmica acima dos 40ºC.
Já na Grande São Paulo, no Vale do Paraíba, na Baixada Santista e nas regiões de Campinas, Franca, Itapeva e Sorocaba, a temperatura máxima pode chegar a 35ºC.
Todo o território paulista está sob estado de atenção, que é quando o índice de umidade fica entre 30% e 20%.
Como não há previsão para chuvas pelo menos até sexta, a umidade relativa do ar permanecerá baixa em todas essas áreas e, com isso, o risco de incêndios vai aumentar e a seca que atinge o solo paulista deve se acentuar.
Segundo o tenente Caique Ramos do Amaral, da Defesa Civil do Estado, o número de queimadas neste ano é maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Foram 27 mil ocorrências de incêndio em São Paulo até agora, ante as 25 mil registradas em igual período de 2020.
A área atingida, no entanto, é menor neste ano. Segundo a Defesa Civil, foram 46 mil hectares queimados em 2021 (o equivalente a 64.425 campos de futebol), ante os 65 mil do ano passado (91.036 campos). Para Amaral, a redução se deu por conta da maior eficiência no combate.
Saiba mais na Folha de S. Paulo
Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa
13/07/2026
Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)
13/07/2026
Projeto ameaça APA da Baleia Franca
13/07/2026
Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos
13/07/2026
Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta
13/07/2026
Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década
13/07/2026
