
26/08/2021
O terceiro peixe-leão, espécie invasora e venenosa, foi capturado nesse mês de agosto em Fernando de Noronha, na terça-feira (24). Por conta dos riscos para a população e para o meio ambiente, a localização do peixe ampliou o alerta para ambientalistas e para a equipe do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio).
Além desses três animais localizados em agosto, que são da espécie Pterois volitans , um outro foi capturado na ilha em dezembro de 2020. Diante da primeira aparição, o ICMBio já havia feito um alerta para que presença do animal fosse notificada aos órgãos ambientais.
“A captura [da terça] confirma que os registros anteriores não foram casos isolados”, declarou a chefe do ICMBio, Carla Gaitanale.
Segundo a chefe do ICMBio, o treinamento voltado a condutores de mergulho autônomo para repassar informações sobre o peixe invasor deve começar até o fim de agosto. "Além do monitoramento, vamos repassar os protocolos de captura”, disse.
Esse terceiro peixe-leão de agosto foi encontrado numa profundidade de 27 metros, ao norte da Praia da Conceição, região que faz parte Área de Proteção Ambiental (APA). O animal estava em repouso sobre uma pequena fenda rochosa, coberta por algas, a temperatura da água era de 27°C.
“A situação está ficando crítica. Deve existir uma população da espécie nos recifes profundos”, afirmou o diretor do Projeto de Conservação Recifal e o doutor em biologia marinha, Pedro Pereira.
O animal tinha 12 centímetros e foi considerado pequeno, provavelmente juvenil. Na operação, foi usado um equipamento doado pelo Parque Nacional do Bonaire, reserva ambiental do Caribe. O peixe foi retirado da água e levado ao Instituto Chico Mendes para para destinação e pesquisa.
A bióloga Clara Buck, da Universidade Federal Fluminense (UFF), informou que o peixe-leão tem espinhos venenosos, que apresentam uma toxina. Essa toxina pode causar febre, vermelhidão e até convulsões aos seres humanos.
A estudiosa afirmou que o peixe-leão é um predador e pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região, e causar um desequilíbrio ecológico.
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