
26/08/2021
Duas organizações não-governamentais de Cabul, no Afeganistão, tentam levantar dinheiro e encontrar uma maneira de retirar centenas de gatos e cachorros do país até o dia 31 de agosto, data limite estabelecida pelo Talibã para a retirada dos soldados dos Estados Unidos e outros países que formaram uma coalizão militar que esteve no país durante 20 anos.
A ONG, a Kabul Small Animal Rescue, tenta juntar US$ 1,5 milhão para tirar seus funcionários e cerca de 200 cães e gatos do Afeganistão, de acordo com um texto da National Public Radio, dos Estados Unidos.
A entidade tem uma diretora nos EUA, Charlotte Maxwell-Jones, que afirma que não sabe se será possível sair do país depois do dia 31 de agosto.
Eles ainda precisam de caixas para levar 120 cachorros e 100 gatos e, além disso, os vistos e autorizações para conseguir levar os animais a um outro país.
Maxwell-Jones afirmou que eles já haviam levantado US$ 700 mil (R$ 3,7 milhões, na cotação atual) até terça-feira (24).
Os preços para viajar, no entanto, estão cada vez mais altos. Ela afirmou que um voo em um avião de carga para a Jordânia custava US$ 300 mil (R$ 1,6 milhão) há alguns dias, mas hoje é cotado em US$ 800 mil (R$ 4,2 milhões).
Uma outra organização, o Abrigo Nowzad, também corre para retirar seus funcionários e os animais que estão sob seus cuidados no Afeganistão.
A organização é de um ex-soldado do exército britânico, Paul Farthing.
Farthing chegou a reclamar do ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace. O ministro afirmou que o ex-soldado e os funcionários estão liberados para entrar no aeroporto e embarcar em um avião da Força Aérea britânica, mas sem os animais. São 68 funcionários.
Na terça-feira, os apoiadores da Nowzad afirmaram que conseguiram dinheiro suficiente para fretar um voo.
O problema, de acordo com Wallace, é levar as pessoas com segurança até o aeroporto, e que há milhares de pessoas em Cabul que são a prioridade para serem levadas pelos aviões.
Farthing havia dito que os animais iriam no compartimento de bagagem, e que os assentos livres poderiam ser preenchidos por outras pessoas que também tivessem autorização para a viagem.
Fonte: G1
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