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Câmeras instaladas em florestas capturam imagens da rotina de mais de 100 mil espécies de animais em MT

19/08/2021

Um projeto desenvolvido nos municípios de Itaúba e Cláudia, na região norte de Mato Grosso, está ajudando a identificar várias espécies de animais que vivem na região norte do estado. São mais de 100 mil espécies registradas. Câmeras instaladas nas florestas capturam a rotina dos bichos.
As 32 câmeras ajudam a identificar animais, como jaguatirica, onça-pintada, onça-parda, tamanduá bandeira, tatu canastra, veado da amazônia e aves.
Os locais onde ficam as câmeras possuem todos os tipos de vegetação local - pasto, cerrado, mata de transição e Floresta Amazônica - mostrando diferentes espécies registradas.
As lentes possuem sensores infravermelhos que permitem que as imagens também sejam feitas durante a noite.
De acordo com o biólogo e supervisor do projeto, Juliano Mafra, essa tecnologia ajuda a fazer registros que não seriam possíveis com outros métodos.
"A armadilha fotográfica é uma tecnologia que permite o registo de alguns animais que a gente não conseguiria visualizar com outros métodos, principalmente animais que são mais sensíveis a nossa presença, animais com hábito mais noturno, por exemplo", contou.
Os locais que os animais mais aparecem são próximo a lagoas. Os porcos do mato, conhecidos como queixada, costumam ir a esses locais em busca d´´água.
O projeto de conhecimento da fauna acontece há 7 anos e é uma compensação ambiental de iniciativa da usina hidrelétrica em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e biólogos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A ideia é que o levantamento contribua para pesquisas socioambientais, o conhecimento e a preservação dos animais para que haja um equilíbrio ambiental.
O gerente de meio ambiente da Sinop Energia, usina elétrica que faz o monitoramento, André Vasques, explicou que o acervo de imagens pode ser visto no banco de dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para fins de pesquisa, ensino e para a própria comunidade.
"Existe uma interação com entidades de ensino e pesquisa e fundamentalmente todo esse acervo de conhecimento fica disponível junto ao banco de dados da Sema, tornando-se público, o que ajuda não só pesquisa e ensino, mas também o conhecimento daqueles que querem melhorar o plano de manejo ambiental nas suas propriedades rurais ou para a própria região", disse.

Fonte: G1

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