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Peixe invasor venenoso é capturado em Fernando de Noronha pela segunda vez em oito dias

13/08/2021

O terceiro peixe-leão, espécie invasora e venenosa, foi capturado em Fernando de Noronha, nesta quarta-feira (11). Essa é a segunda vez, em oito dias, que um animal da espécie Pterois volitans é encontrado na ilha. O primeiro peixe capturado foi em dezembro do ano passado.
No Brasil, seis peixes dessa espécie foram capturados, três deles em Noronha. Segundo informações da direção do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o peixe-leão foi encontrado num mergulho por profissionais da operadora Atlantis.
O animal capturado nesta quarta-feira (11) pesou 7 gramas e mediu o comprimento total (rostro-caudal) de 8,87 cm.
O peixe foi retirado da água e levado ao Instituto Chico Mendes para para destinação e pesquisa.
“O instrutor Leonardo Lopes foi experiente ao capturar o indivíduo e a fotógrafa Thiege Rodrigues caracterizou o ambiente. Eles observaram o peixe na enseada das Cagarras (Ilha Rata), área do Parque Nacional, numa profundidade de 18 metros”, informou o servidor do ICMBio, Lucas Penna.
A direção do instituto reforça a necessidade da colaboração e a atenção de todos, principalmente dos mergulhadores.
“Vamos manter o cuidado para observar e entrar em contato com o ICMBio Noronha para realizar o melhor protocolo de captura, caso apareça mais algum peixe-leão. Este protocolo será disponibilizado devidamente para todos”, indicou Lucas Penna.
Os ambientalistas estão em alerta porque o animal representa risco ao meio ambiente e aos seres humanos.
A bióloga Clara Buck, da Universidade Federal Fluminense (UFF), informou que o peixe-leão tem 18 espinhos venenosos, que apresentam uma toxina. Essa toxina pode causar febre, vermelhidão e até convulsões aos seres humanos.
A estudiosa afirmou que o peixe-leão é um predador e pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região, e causar um desequilíbrio ecológico.
Os pesquisadores acreditam que os indivíduos encontrados em Noronha teriam vindo do Caribe. Amostras dos animais capturados vão ser encaminhadas para estudo na UFF e para a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, para análise genética.
A chefe do ICMBio em Noronha, Carla Guaitanele, disse que o órgão está em alerta.
“Vamos programar uma capacitação com as operadoras de mergulho para promover o monitoramento da espécie. O objetivo é estabelecer esse protocolo de captura. A identificação era uma preocupação antes da primeira captura e agora só aumentou nosso alerta”, declarou Carla Guaitanele.

Fonte: G1

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