
13/08/2021
A forte onda de calor que atinge a Itália fez o país registrar nesta quarta-feira (11) a temperatura de 48,8ºC, um recorde para a Europa. A explicação para as medições está naquilo que os meteorologistas classificam como um anticiclone, fenômeno formado por uma zona de alta pressão atmosférica que eleva as temperaturas. O anticiclone que afeta o país foi apelidado de "Lúcifer".
A temperatura de 48,8ºC, verificada na região da Sicília, bate o recorde europeu anterior: em 1999, os termômetros registraram 48,5ºC, também na Itália.
Na região da Calábria e na Sicília, os bombeiros tiveram que realizar 300 intervenções nas últimas 12 horas para apagar focos de incêndio. Sete aviões Canadair foram mobilizados desde o amanhecer para lançar água sobre as chamas, de acordo com os bombeiros.
Um homem de 77 anos morreu nesta quarta-feira em decorrência de queimaduras sofridas em um incêndio enquanto tentava proteger seu rebanho no interior de Reggio, na Calábria.
Enquanto isso, a Madonia, região montanhosa próxima Palermo, capital da Sicília, está há vários dias cercada por chamas que são alimentadas pelo vento e pelo calor extremo. O fogo destrói plantações, casas e fábricas.
O governador da Sicília, Nello Musumeci, pede que seja declarado estado de emergência para a Madonia. O ministro da Agricultura, Stefano Patuanelli, visitou o local nesta quarta-feira e prometeu "uma ajuda àqueles que perderam tudo".
“Devemos, também, promover o papel da agricultura como guardiã do território" disse Patuanelli. "Devemos garantir que o agricultor que cuida de terras improdutivas, com manejo do solo que sirva para prevenir incêndios, seja protegido e amparado."
Na Calábria, as chamas ameaçam o Geoparque Global da Unesco de Aspromonte, um parque nacional do país. O presidente da ONG ambiental WWF Itália pediu na terça-feira "a intervenção imediata de recursos aéreos adicionais".
O governador da Sicília, Nello Musumeci, pede que seja declarado estado de emergência para a Madonia. O ministro da Agricultura, Stefano Patuanelli, visitou o local nesta quarta-feira e prometeu "uma ajuda àqueles que perderam tudo".
“Devemos, também, promover o papel da agricultura como guardiã do território" disse Patuanelli. "Devemos garantir que o agricultor que cuida de terras improdutivas, com manejo do solo que sirva para prevenir incêndios, seja protegido e amparado."
Na Calábria, as chamas ameaçam o Geoparque Global da Unesco de Aspromonte, um parque nacional do país. O presidente da ONG ambiental WWF Itália pediu na terça-feira "a intervenção imediata de recursos aéreos adicionais".
De acordo com o Coldiretti, o principal sindicato agrícola do país, o número de incêndios mais do que triplicou neste verão em comparação com a média do mesmo período, entre 2008 e 2020.
“Se por um lado seis em cada dez incêndios são de origem criminosa, por outro é necessário sublinhar as consequências do abandono de explorações agrícolas e a falta de fiscalização das florestas de domínio público”, destaca o sindicato, já que mais de um terço da Itália é coberto por bosques e florestas (11,4 milhões de hectares). “Temos que acabar com o abandono do campo”, conclui.
Nos próximos dias, o anticiclone responsável pela onda de calor que atingiu a Itália, chamado de Lúcifer, deverá se deslocar para o norte, onde as temperaturas devem atingir entre 39ºC e 40ºC na Toscana (centro do país), neste fim de semana de 15 de agosto e no Lazio (região de Roma).
Fonte: G1
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