
10/08/2021
A Prefeitura do Rio realiza ações, na manhã desta terça-feira (10), para demolir construções irregulares na Favela da Rocinha, na Zona Sul, e na Gardênia Azul, Zona Oeste, na manhã desta terça-feira (10).
Na comunidade da Rocinha as demolições são coordenadas pela Secretaria de Meio Ambiente, que conta com o apoio da Polícia Militar.
Seis prédios serão demolidos manualmente por causa da dificuldade para máquinas chegarem ao local. A região foi mapeada por policiais da UPP da Rocinha para a operação desta terça-feira, como explica o secretário Eduardo Cavaliere.
"Essa é uma operação que vem sendo planejada há cerca de um mês, a partir de uma série de denúncias de moradores de São Conrado e da própria Rocinha, de uma expansão desenfreada de construções irregulares para comércio. Hoje a operação envolve seis unidades que teriam três ou quatro andares cada uma para quitinetes de aluguel", disse Cavaliere.
Participam da demolição cerca de 40 homens, na localidade Vila Verde, que é uma região de mata, mas também a de maior expansão imobiliária, segundo o secretário.
"A gente tem recebido uma série de vídeos com incêndios, fogo na mata, com avanço efetivo na comunidade. Há inclusive venda de títulos dessas propriedades o que é ilegal. Esses títulos não têm qualquer valor. A prefeitura está presente e a Secretaria de Meio Ambiente tem fiscalizado muito isso", disse Cavaliere.
Ele informou ainda que está colhendo informações no local para, junto com relatórios das vistorias e da Polícia Militar, encaminhar ao Ministério
Público, para investigar e coibir mais obras irregulares.
Também na Gardênia Azul, na Zona Oeste, a prefeitura promove uma ação de demolição. As secretarias de Conservação e de Ordem Pública, com apoio da Subprefeitura de Jacarepaguá, vão retirar 171 construções na Avenida Isabel Domingues. Os quiosques irregulares eram destinados ao comércio.
De acordo com a Seconserva, os donos desses quiosques foram notificados em junho. Eles chegaram a obter uma liminar na Justiça impedindo a derrubada das construções. Mas ela foi revogada.
A Seconserva informa que nenhum dos quiosques tinha possibilidade de regularização por terem sido erguidos na calçada, em área não edificável e às margens de um canal que corta a avenida.
Fonte: G1
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