
10/08/2021
Líderes de 196 países se reunirão em Glasgow, na Escócia, entre os dias 1º e 12 de novembro para uma grande conferência do clima.
Espera-se que eles negociem ações para limitar as mudanças climáticas e seus efeitos, como o aumento do nível do mar e eventos climáticos extremos.
O encontro é visto como crucial para que sejamos capazes de exercer algum controle sobre as mudanças climáticas.
COP é a sigla para Conferência das Partes - um encontro anual que reúne 197 nações para discutir as mudanças climáticas e como os países pretendem combatê-la.
A COP é parte da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas - um acordo internacional assinado por praticamente todos os países e territórios no mundo com o objetivo de reduzir o impacto da atividade humana no clima.
A COP26 será o vigésimo sexto encontro desde que o tratado entrou em vigor, em março de 1994.
Em Glasgow, líderes globais avaliarão os resultados do Acordo de Paris de 2015, que foi um marco nas negociações internacionais sobre o clima.
Esse acordo foi o passo mais importante já dado pelos países na tentativa de limitar as mudanças climáticas.
As nações concordaram em tentar manter o aumento da temperatura média do globo "bem abaixo" de 2 °C e tentar limitá-la a 1,5 °C em relação aos padrões pré-industriais.
Como em qualquer plano, para que ele dê certo, os pontos acordados precisam ser cumpridos - e é aí que as COPs entram.
Essas conferências servem para que os países discutam as estratégias e cobrem uns aos outros.
Na COP21, em Paris, foram definidas algumas metas para impedir uma mudança climática catastrófica. Todos os signatários concordaram em:
* Reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa;
* Ampliar a produção de energia renovável;
* Destinar bilhões de dólares para ajudar países pobres a lidar com o impacto da mudança climática.
Também foi acordado que de cinco em cinco anos haveria uma análise do progresso atingido. A primeira análise deveria ocorrer na COP26 em 2020, mas, por causa da pandemia, ela teve de ser adiada para 2021.
Por um lado, a pandemia prejudicou os trabalhos ao atrasar a conferência em Glasgow. Por outro, ela nos deu uma oportunidade sem precedentes para repensar a recuperação econômica global pós-pandemia.
As pessoas precisam viajar tanto de avião? O trabalho remoto pode ajudar a reduzir as emissões do dia a dia? Devemos apostar na desurbanização? E assim por diante.
O presidente dos EUA, Joe Biden, que fez com que os EUA voltassem ao Acordo de Paris, tem dado prioridade a políticas benéficas ao clima nos planos de recuperação econômica de seu país.
Espera-se que outros líderes que participarão da COP26 assumam novas metas de longo prazo para combater as mudanças climáticas - e que essas metas sejam ambiciosas e corajosas.
A reportagem completa pode ser lida no G1
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