
29/07/2021
Incêndios florestais devastadores se espalharam por partes do sul da Europa, rasgando o campo espanhol e grego e forçando cerca de 1.000 pessoas a sair de suas casas na ilha italiana da Sardenha.
O governo local da Sardenha declarou estado de emergência no domingo, devido ao que descreveu como um "desastre sem precedentes".
"Ainda não é possível estimar os danos causados pelos incêndios que ainda ocorrem na região de Oristano", disse o presidente da região da Sardenha, Christian Solinas, em declaração na segunda-feira (26). "Vegetação destruída, empresas e casas queimadas e animais mortos", acrescentou ele.
Em uma atualização na terça-feira (27), o porta-voz regional Ignazio Artissu disse à CNN que a estimativa atual da área queimada é de cerca de 20.000 hectares, mas as autoridades ainda continuam. Artissu disse que a maioria do fogo foi apagada e agora eles estão se concentrando em tomar as medidas necessárias para que as queimadas não comecem de novo.
Nos últimos dias, a região empregou 7.500 pessoas e mais de 20 aeronaves para combater os incêndios. A Itália também recebeu apoio dos países vizinhos, com a França e a Grécia utilizando quatro aviões para dar assistência na extinção das chamas.
Solinas instou o primeiro-ministro italiano Mario Draghi a enviar ajuda econômica para as áreas afetadas. Draghi disse que seu governo estava monitorando a situação de perto e expressou "total solidariedade com a população que está trabalhando sem parar nas intervenções de resgate".
A Grécia e a Espanha também estão lutando contra os incêndios devido a uma contínua onda de calor.
Na Grécia, dezenas de incêndios florestais arderam entre domingo e segunda-feira, com mais de 700 bombeiros sendo destacados para assumir o controle da situação.
O primeiro ministro Kyriakos Mitsotakis disse em uma reunião de gabinete na segunda-feira (26) que os bombeiros haviam lutado contra cerca de 50 incêndios durante as últimas 24 horas em todo o país, ao mesmo tempo em que enfatizou que mais poderiam ocorrer depois que os meteorologistas advertiram que a onda de calor provavelmente iria continuar.
"Quero enfatizar que agosto continua sendo um mês difícil. Os meteorologistas já estão nos avisando que a partir do final da próxima semana poderemos enfrentar outra grande onda de calor prolongada". É por isso que é importante para todos nós, todos os serviços estatais, estarmos em alerta absoluto, até que o período de combate a incêndios termine formalmente", concluiu Mitsotakis.
As secas estão se tornando mais frequentes e mais severas no sul da Europa, e as autoridades ambientais advertiram que a região está em maior risco devido aos impactos da mudança climática no continente.
Na semana passada Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia, disse à Becky Anderson da CNN que "os padrões climáticos erráticos serão o novo normal". "Se não fizermos algo urgente - e urgente, quero dizer agora - então a crise climática vai ficar completamente fora de controle e nossos cidadãos entendem que precisamos agir agora", disse ele.
O aumento dos incêndios florestais gerou mais uma preocupação ambiental após partes do norte da Europa terem sido afetadas por graves enchentes recentemente.
A matéria na íntegra pode ser lida na CNN Brasil
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