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Com dados de 2003, astrônomo amador descobre mais uma lua de Júpiter

27/07/2021

Júpiter tem 79 luas conhecidas, segundo a União Astronômica Internacional (IAU), mas o gigante gasoso esconde muitos outros satélites que ainda não foram descobertos e oficializados. O astrônomo amador Kai Ly detectou um desses objetos desconhecidos com dados de 2003 do Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT), localizado no Havaí.
O achado é um desdobramento de outra façanha de Ly, que em 2020 “redescobriu” duas luas de Júpiter, permitindo recalcular as órbitas de quatro dos satélites jovianos. No último mês de junho, ele revisitou os dados, focando-se em 24 de fevereiro de 2003, quando o planeta estava em oposição – isto é, alinhado com a Terra e o Sol.
Na ocasião, os satélites do objeto ficaram mais brilhantes, facilitando a observação. Os registros indicaram assim três luas potenciais se movendo entre 13 e 21 segundos de arco por hora durante a noite. Entretanto, Ly só conseguiu localizar um dos astros, que foi batizado temporariamente de EJc0061.
Então, com informações suficientes para rastrear a órbita da lua, o astrônomo amador detectou o satélite em uma posição prevista por imagens do Telescópio Subaru, do CFHT e do Observatório Interamericano de Cerro Tololo, obtidas até o início de 2018.
O entusiasta descobriu que a nova lua apresenta magnitude estimada entre 23,2 a 23,5, o que significa que ela tem brilho muito baixo. Isso porque, nessa escala, quanto menor o número, maior é o brilho. Por exemplo: Vênus, o segundo objeto mais brilhante do céu, tem magnitude de -3,8.
Além disso, o astrônomo amador obteve, no total, 76 observações por um período de 15,2 anos, demarcando bem a lua recém-descoberta. Ly contou ao site Sky and Telescope que sua caça aos satélites de Júpiter é fruto de "um hobby de verão” que ele tinha há anos, e costumava exercê-lo “antes de voltar para a escola".
David Thlen, da Universidade do Havaí, acredita que as informações captadas pelo amador são suficientes para comprovar que a descoberta de uma lua do planeta gasoso. “Seria quase impossível artefatos caberem em uma órbita jovicêntrica em tantas noites diferentes usando câmeras diferentes”, explica Tholen.

Fonte: Revista Galileu

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