
20/07/2021
A ativista da causa animal, Náthaly Marcon, de 18 anos, criou um abaixo-assinado contra a obra de um complexo eólico próximo ao habitat da arara-azul-de-lear, em Canudos, na caatinga baiana. Ela é estudante de auxiliar veterinário e teve conhecimento da construção durante uma pesquisa na internet.
"Assim que vi que um complexo eólico seria construído em Canudos, próximo ao habitat da arara-azul-de-lear, comecei a pesquisar mais sobre o assunto e vi que pode afetar muito a habitação dessas aves", explica a ativista.
"Elas são animais que sentem, pensam e a gente tem um desejo de cuidar dos animais da nossa fauna", relata.
No abaixo-assinado, a ativista destaca que o projeto do complexo prevê a instalação de 28 turbinas eólicas em um primeiro momento e outras 53 na segunda fase.
Ainda no texto, Náthaly explica que o empreendimento irá contar com uma rede de transmissão de energia de 50 km, que chegará até o município baiano de Jeremoabo, a cerca de 91 km de Canudos.
Até a última quinta-feira (15), a petição já contava com mais de 55 mil assinaturas.
De acordo com Débora Pinho, do site Change.org, onde o abaixo-assinado foi criado, as assinaturas estão sendo coletadas em três locais, dois deles são fora do Brasil.
"Estamos coletando assinaturas no Brasil, na França e nos Estados Unidos. Seguimos enviando a campanha para os nossos usuários por e-mail e compartilhando nas nossas redes sociais para que chegue cada vez mais, em mais pessoas, e ganhe mais adesões à causa", explica.
O G1 entrou em contato com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e aguarda posicionamento.
O habitat da arara-azul-de-lear foi redescoberto em 1978, no Raso da Catarina, região norte da Bahia, pelo ornitólogo e naturalista alemão, que foi naturalizado brasileiro, Helmut Sick.
Segundo Glaucia Drummond, bióloga e superintendente geral da Fundação Biodiversitas, uma Organização Não Governamental (ONG) que atua para a conservação da biodiversidade brasileira, em especial de espécies ameaçadas, a arara-azul-de-lear é considerada uma ave em perigo de extinção.
"Essa classificação é dada por uma organização global chamada União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que desenvolveu um método de avaliação de risco de espécies", explica.
Leia a matéria completa no G1
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