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Baleia jubarte morta há 11 dias em praia na Ilha Grande é enterrada

13/07/2021

Equipes do Instituto estadual do Ambiente (Inea), da Defesa Civil de Angra dos Reis e da prefeitura foram, nesta sexta-feira, para a Praia da Parnaioca, na Ilha Grande, naquele município da Costa Verde, para enterrar uma baleia jubarte encontrada morta no local há 11 dias. Como o animal pesa oito toneladas, a opção de puxá-lo pelo rebocador foi descartada por risco de que ele desintegrasse.
Moradores e visitantes da região vinham reclamando do mau cheiro exalado pela carcaça em decomposição, que estava em frente a um camping. A praia atrai muitos turistas e alguns deles cancelaram reservas por causa do forte odor.
Essa foi a primeira vez que uma baleia encalhou na localidade. O animal era jovem, com cerca de oito metros. A causa da morte não pode ser determinada por causa da decomposição da carcaça.
Ao menos 48 baleias jubartes encalharam no litoral brasileiro e marcaram o primeiro semestre de 2021, aponta balanço do Projeto Baleia Jubarte. Os registros começaram em abril, dobraram em maio e em junho os números dispararam com 32 mortes, sendo considerado o terceiro pior mês dos últimos tempos, no Brasil. O total de mortes é um número inédito para esta época do ano.
Para o veterinário Milton Marcondes, especialista em baleias, a situação é atípica e esses dados podem subir ainda mais até o fim do ano porque o pico de encalhes ocorre entre agosto e setembro.
— Normalmente as primeiras jubartes começam aparecer em maio, em junho aumenta um pouquinho e julho já começa a ter bastante baleia. É a época que elas estão passando pelo Rio de Janeiro, indo para o banco dos Abrolhos, ao sul da Bahia e norte do Espírito Santo. O pico em que elas encalham é em agosto, que coincide com o nascimento dos filhotes, e depois esses registros começam a diminuir. Quando chega em novembro elas estão indo embora — explica Marcondes, coordenador de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, que compara os números aos meses de agosto de 2017 com 46 mortes e agosto de 2018 com 45. Nesses dois anos, os encalhes ultrapassaram a barreira dos 100 registros.

O vídeo deste momento triste para a natureza pode ser visto em O Globo

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