
06/07/2021
Os moradores de Lytton, no oeste canadense, precisaram fugir de suas casas após um incêndio devastar o pequeno vilarejo com cerca de 250 habitantes, na quarta-feira (30). Esse fogo começou após o povoado registrar quase 50°C — a maior temperatura já vista na história do Canadá.
De acordo com o jornal "Vancouver Sun", duas pessoas morreram, mas o total de vítimas pode ser ainda maior. As autoridades ainda não sabem onde estão todos os moradores, e acredita-se que nem todos conseguiram fugir.
A fumaça poderia ser vista pelo alto, e o parlamentar Bradley Vis, que representa a região, estima que até 90% das construções foram consumidas pelo fogo. O prefeito de Lytton, Jan Polderman, deu a dimensão da gravidade do incêndio em entrevista à rede CBC News.
"Toda a cidade está pegando fogo. Levou só 15 minutos do primeiro sinal de fumaça até, de repente, aparecer fogo em todo lugar", disse Polderman.
"Será um milagre se todos tiverem sobrevivido", afirmou o prefeito.
Segundo a emissora CBC, dezenas de pessoas ainda procuravam nesta quinta (1º) parentes que se perderam durante a evacuação da cidade. Ainda não está claro o que causou o incêndio.
Lytton registrou as mais altas temperaturas da história do Canadá nesta semana por três dias consecutivos:
* Domingo (27/6) — 46,1°C
* Segunda-feira (28/6) — 47,9°C
* Terça-feira (29/6) — 49,6°C (recorde)
A onda de calor atingiu toda a província canadense da Colúmbia Britânica e também Oregon e Washington, nos Estados Unidos, que também registram recordes de temperatura.
O número de mortes relacionadas ao forte e incomum calor não está claro ainda. Mas o oeste do Canadá registrou 500 óbitos desde o fim de semana, um número acima do normal que indica que houve, sim, vítimas dessas temperaturas elevadíssimas.
Esse verão de temperaturas extremas se explica por um fenômeno chamado domo de calor. Trata-se de um enorme sistema de alta pressão, que se formou entre a Califórnia e o Ártico, impedindo a formação de nuvens e de ventos frescos. Cientistas avisam que, com as mudanças climáticas, fenômenos do tipo ficarão mais frequentes.
Fonte: G1
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