
06/07/2021
Pratos, talheres, copos, cotonetes: a Alemanha proíbe a venda de plásticos descartáveis a partir deste sábado (3), aplicando uma diretiva europeia destinada a proteger os oceanos da poluição.
A nova lei, aprovada em setembro de 2020 e que entra em vigor neste sábado, proíbe notavelmente "cotonetes, talheres, pratos, canudos, colheres e copos de plástico". Certas embalagens de poliestireno, usadas como recipientes para alimentos, também são afetadas pela proibição.
O texto aplica uma diretriz europeia, adotada em 2018 após vários meses de negociações entre os estados membros, banindo uma dezena de categorias diferentes de plásticos.
Segundo a Comissão Europeia, os produtos em causa representam 70% dos resíduos nos oceanos e nas praias. A comercialização dos estoques pré-existentes deve permanecer autorizada após 2021, permitindo a escoamento da produção já realizada.
Outros produtos plásticos para os quais ainda não existem alternativas facilmente adaptáveis, como lenços umedecidos, cigarros com filtros de plástico ou absorventes internos, permanecem permitidos. Mas agora eles devem ser rotulados, com um aviso alertando os consumidores sobre os danos ambientais causados pelo plástico. Também serão fornecidas informações sobre como descartá-lo de maneira adequada.
Prioridade aos reciclados - O projeto alemão prevê ainda que as administrações dêem prioridade aos "produtos feitos com materiais reciclados" nos concursos para compras de insumos, a fim de estimular a economia circular.
Pela terceira vez desde o início da era industrial, a produção anual global de plásticos caiu 0,3% em 2020, devido à crise sanitária.
Em todo o planeta, “com 367 milhões de toneladas de plásticos produzidos em 2020 contra 368 em 2019, esta é a terceira queda global desde o pós-guerra, depois daquela ocorrida em 1973 na época da primeira crise do petróleo, e a de 2008, durante a crise financeira do subprime ", segundo a associação europeia de produtores de plásticos.
A produção global de resíduos plásticos pode aumentar 41% até 2030 e dobrar a sua quantidade presente nos oceanos para chegar a 300 milhões de toneladas, alerta a associação de proteção animal WWF.
Fonte: G1
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