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Governo autoriza operação militar para combater crimes ambientais na Amazônia

01/07/2021

O governo federal autorizou na ultima segunda-feira (28) o início de uma operação militar na Amazônia com o objetivo de combater crimes ambientais.
O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê o envio de tropas para Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia. A ação vai durar até 31 de agosto.
Em abril, o governo encerrou a Operação Verde Brasil 2, e as tropas voltaram a prestar "apoio logístico". Os alertas de desmatamento têm batido recordes seguidos na região amazônica.
Pelo decreto desta segunda-feira, as tropas das Forças Armadas irão para as seguintes cidades:

* Amazonas: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, e Novo Aripuanã;
* Mato Grosso: Apiacás, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçú, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo; e Paranaíta;
* Pará: Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu, Trairão;
* Rondônia: Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D´Oeste; e Porto Velho.

Pelo decreto, o emprego dos militares tem como objetivo fazer ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, em especial o desmatamento ilegal.
De acordo com o texto, as Forças Armadas atuarão em coordenação com o Conselho da Amazônia e em articulação com os órgãos de proteção ambiental e de segurança pública.
Os alertas de desmatamento na Amazônia, medidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), têm registrado recordes seguidos nos últimos meses.
Em março, os alertas chegaram a 367 km², recorde para o mês. Em abril, foram 581km² sob alerta, maior número desde 2016. Um mês depois, em maio, os alertas chegaram a 1.180km², maior também desde 2016.
Desde que Bolsonaro assumiu o governo, o Brasil tem sido cobrado internacionalmente a adotar medidas de proteção do meio ambiente.
A cobrança já partiu de países como Estados Unidos, Alemanha e Noruega.
Na semana passada, Ricardo Salles pediu demissão do cargo de ministro do Meio Ambiente. Ele foi sucedido por Joaquim Leite, então secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do ministério.
A gestão de Salles foi marcada por uma série de polêmicas. Uma dessas polêmicas envolve a reunião ministerial na qual ele sugeriu a Bolsonaro que o governo aproveitasse que a atenção da imprensa estava voltada para a pandemia para "ir passando a boiada" na área ambiental, alterando regras.
Além disso, Ricardo Salles é alvo de inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por supostamente ter atrapalhado investigações sobre a maior apreensão de madeira da história. A suspeita foi apresentada pela Polícia Federal.
Ao Supremo, a PF disse ter "fortes indícios" de que Ricardo Salles participa de um esquema de contrabando ilegal. O ex-ministro nega ter cometido irregularidades.

Fonte: G1

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