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Imagens da Nasa mostram antes e depois da maior seca no Brasil em quase um século

29/06/2021

Imagens de satélite capturadas pela Nasa, a agência espacial americana, mostram a gravidade da seca que atinge o centro e sul do Brasil, a pior em quase um século.
Os registros foram capturados no Lago das Brisas, no rio Paranaíba (Minas Gerais), pelo instrumento Operational Land Imager (OLI), do satélite Landsat 8, em 17 de junho, e comparados com os de 12 de junho de 2019.
Cinco reservatórios próximos registraram níveis de água mais de dois metros abaixo da média (1993-2002), de acordo com o Global Reservoir and Lake Monitor, que monitora variações na altura da água de superfície para aproximadamente 70 lagos e reservatórios em todo o mundo usando uma combinação de conjuntos de dados de altimetria de radar de satélite.
Segundo a Nasa, os baixos níveis de água são perceptíveis ao redor de vários lagos na bacia do rio Paraná, que abrigam várias barragens hidrelétricas e reservatórios que ajudam a fornecer energia à região.
Sete dos 14 principais reservatórios próximos estavam em seus níveis mais baixos desde 1999.
Na terça-feira (23/6), o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que o Brasil terá que passar por um "período educativo" de racionamento de energia para evitar uma "crise maior". Mais tarde, voltou atrás.
"Falei há pouco com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esclareceu que a Medida Provisória não irá trazer qualquer comando relativo ao racionamento de energia", escreveu.
"Será feito o incentivo ao uso eficiente da energia pelos consumidores de maneira voluntária", acrescentou.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério de Minas e Energia voltou a negar a possibilidade de racionamento.
Após reunião extraordinária no fim de maio, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, ligado ao Ministério de Minas e Energia, disse que a escassez de chuvas faz com que seja importante flexibilizar restrições à operação de algumas hidrelétricas, incluindo Jupiá, Porto Primavera e Ilha Solteira, em São Paulo, e Furnas, em Minas Gerais.
Os níveis de água do rio Paraná estão cerca de 8,5 metros abaixo da média perto da fronteira do Brasil com o Paraguai. A vazão baixa pode interromper o tráfego de navios de carga na bacia e tornar o transporte de mercadorias mais caro.
O clima mais seco do que o normal também está afetando a produção de importantes safras brasileiras, como café, milho, cana-de-açúcar e laranja.
A produtividade da segunda safra de milho no Estado do Mato Grosso, por exemplo, foi reduzida ainda mais, e pode atingir o menor nível em, pelo menos, quatro anos, aponta a Consultoria AgResource, especializada em análise de tendências do mercado agrícola.
Já a produção de café no Estado de São Paulo pode cair mais de 30% em um ano que já seria de menor produtividade por conta do ciclo bianual, segundo relatório recente da Organização Internacional de Café (OIC).

Saiba mais no G1

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