
24/06/2021
Um esboço de um relatório histórico do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) – órgão consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima – aponta que as mudanças climáticas fruto das ações humanas devem afetar fundamentalmente a vida na Terra já nos próximos 30 anos, mesmo se as emissões de gases estufa forem contidas.
Obtido em primeira mão pela agência de notícias France Presse, o documento, que tem 4 mil páginas, aponta riscos como extinção de espécies, disseminação de doenças, calor insustentável à vida e colapso dos ecossistemas, entre outros.
Obtido em primeira mão pela agência de notícias France Presse, o documento, que tem 4 mil páginas, aponta riscos como extinção de espécies, disseminação de doenças, calor insustentável à vida e colapso dos ecossistemas, entre outros.
"O pior ainda está por vir e afetará as vidas dos nossos filhos e netos muito mais do que as nossas", diz o relatório.
O texto só deve ser publicado em 2022 – tarde demais, dizem alguns cientistas, para influenciar decisões na conferência da ONU deste ano sobre o clima, a COP26, em novembro.
Nesta reportagem, você vai entender quais são os principais impactos apontados no relatório, divididos pelo G1 em 7 eixos temáticos. Ao final estão algumas possíveis ações de mudança listadas pelos especialistas:
1) Colapso de ecossistemas
2) Extinção de espécies
3) Aumento do nível e aquecimento de oceanos
4) Seca
5) Fome
6) Doenças
7) Calor extremo
O IPCC destaca que muito pode ser feito para evitar os piores cenários e nos prepararmos para os impactos que não podem mais ser evitados – esta é a lição final.
Mas simplesmente trocar um carro a gasolina por um modelo elétrico ou plantar bilhões de árvores para compensar o modo usual de fazer as coisas não irá resolver o problema.
"Nós precisamos redefinir nosso estilo de vida e consumo", alerta o documento. "Precisamos de uma mudança transformadora em processos e comportamentos em todos os níveis: individual, comunitário, n`os negócios, instituições e governos".
Veja algumas ações de mudança apontadas:
a) Reduzir à metade o consumo de carne vermelha e dobrar a ingestão de castanhas, frutas e vegetais poderia diminuir as emissões de gases-estufa em até 70% até 2050 e salvar a vida de 11 milhões de pessoas até 2030.
b) A preservação e a restauração dos chamados ecossistemas de carbono azul (que sequestram carbono), tais como florestas de algas e manguezais, por exemplo, aumentam o armazenamento de carbono e protegem contra tempestades, além de fornecer habitats para a vida selvagem, sustento para comunidades costeiras e segurança alimentar.
"A vida na Terra pode se recuperar de uma drástica mudança climática evoluindo para novas espécies e criando novos ecossistemas. Os seres humanos não podem", sinaliza o relatório.
Se você quiser saber sobre cada um dos eixos temáticos, acesse o G1
Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo
16/07/2026
Horta hidropônica vira aula de química a céu aberto
16/07/2026
Antes de extração, projeto de petróleo na costa amazônica gera expansão de invasões
16/07/2026
Fundo de Catástrofes amplia apoio às vítimas das chuvas
16/07/2026
Energia solar protege água em canais da Califórnia
16/07/2026
Salton, o maior lago da Califórnia, está encolhendo
16/07/2026
