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A solução inovadora contra a montanha de lixo plástico que produzimos

22/06/2021

Existe um material feito pelo homem que você pode encontrar na terra, no ar e nas profundezas do oceano.
É tão durável que a maior parte do que foi criado ainda está presente em nosso ecossistema.
Uma vez na cadeia alimentar, ele permeia nossos corpos, fluindo do nosso sangue para nossos órgãos, chegando até mesmo à placenta humana.
Estamos falando do plástico, e essa durabilidade é também o que faz dele um material tão útil. Cabos que se estendem pelo fundo do oceano, tubulações de água subterrâneas e embalagens que mantêm os alimentos frescos, tudo depende dessa propriedade.
A reciclagem eficiente do plástico por meios convencionais ainda é difícil, e apenas 9% de todo o plástico já produzido foi reciclado em plásticos novos.
Mas e se houvesse uma maneira de transformar o plástico de volta no material do qual foi feito?
O "próximo grande desafio" para a química de polímeros — área responsável pela criação dos plásticos — é aprender a desfazer o processo e transformar o plástico novamente em óleo.
Este processo — conhecido como reciclagem química — tem sido explorado como uma alternativa viável à reciclagem convencional por décadas.
Até agora, o obstáculo tem sido a grande quantidade de energia necessária.
Isso, combinado ao preço volátil do petróleo bruto, às vezes torna mais barato produzir novos produtos de plástico do que reciclar o plástico existente.
Todos os anos, mais de 380 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo.
A título de comparação, isso equivale a quase o mesmo que 2,7 milhões de baleias azuis — ou mais de 100 vezes o peso de toda a população de baleias azuis.
Apenas 16% dos resíduos plásticos são reciclados para fazer novos plásticos, enquanto 40% são enviados para aterros sanitários, 25% para incineração e 19% são descartados no meio ambiente.
Grande parte do plástico que poderia ser reciclado — como o polietileno tereftalato (PET), usado em garrafas de refrigerante e outras embalagens — vai parar em aterros sanitários.
Muitas vezes, isso se deve à confusão sobre o que pode ou não ser reciclado e à contaminação com alimentos ou outros tipos de resíduos.
Outros plásticos — como sacos de salada e outros recipientes de comida — vão parar no aterro porque são feitos de uma combinação de diferentes plásticos que não podem ser facilmente separados em uma usina de reciclagem.
O lixo jogado na rua e os plásticos leves deixados em aterros sanitários ou despejados ilegalmente podem ser levados pelo vento ou arrastados pela chuva para os rios, acabando no oceano.
A reciclagem química é uma tentativa de reciclar o que não é reciclável.
Em vez de um sistema em que alguns plásticos são rejeitados porque são da cor errada ou feitos de compósitos, a reciclagem química poderia permitir que todos os tipos de plástico alimentem um sistema de reciclagem "infinito", que transforma os plásticos de volta em óleo, para que possam ser usados ​​na fabricação de plástico novamente.
A forma como o plástico é reciclado atualmente é mais uma espiral descendente do que um loop infinito.
Os plásticos são geralmente reciclados mecanicamente: são separados, limpos, triturados, derretidos e remodelados. Cada vez que o plástico é reciclado dessa forma, sua qualidade diminui.

Leia a matéria completa no G1

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