
17/06/2021
Depois de conseguir mudar na Câmara de Magé uma lei orgânica para autorizar a cidade a receber lixo de outros municípios, o prefeito Renato Cozzolino quer que uma outra lei, que garante a preservação do meio ambiente, seja revogada.
A natureza em Magé contrasta com o que é despejado no local. Basta se aproximar para ver o estrago.
Numa área, que era de mata, se formou o lixão de Mauá. A mancha em meio ao verde é formada por lixo acumulado, a céu aberto.
De perto, entre o barro e o lixo, poças de chorume, mau cheiro e riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
O poder público, que deveria contribuir para o combate à degradação ambiental em lugares como esse, vai no caminho oposto. E esse parece ser o caminho escolhido pela a prefeitura de Magé.
O prefeito Renato Cozzolino avança contra leis que foram feitas para garantir a preservação e proibir que aterros fossem construídos em qualquer lugar da cidade.
Primeiro, Cozzolino conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores um projeto que alterou a lei orgânica do município, para permitir que a cidade possa ter aterros e receber lixo até de outras cidades.
“O que a gente vê é que não foi só uma perda para o meio ambiente. Foi uma perda para população como um todo. Porque o que está em jogo é saúde pública”, explica o presidente da OAB-Magé, Thiago Ullmann.
Agora, o prefeito enviou à Câmara um projeto de lei para revogar outra legislação que limita o funcionamento de aterros sanitários em Magé.
A matéria na íntegra pode ser lida no G1
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