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G7 dá grande passo para a transparência climática das empresas

08/06/2021

Os países do G7 deram um importante passo para exigir que as empresas divulguem seus riscos climáticos, algo que consideram crucial para a transição energética, apesar das reservas das ONGs e do fato de que ainda não foi alcançado um acordo global.
"Somos a favor da publicação obrigatória de dados financeiros relacionados ao clima, que forneçam informações confiáveis e úteis para a tomada de decisões aos participantes do mercado", declarou o G7 das Finanças em seu comunicado ao final de sua reunião de dois dias em Londres.
Essas declarações obrigatórias, que incluem, por exemplo, as emissões de CO2 ou projetos de investimento, serão aplicáveis a todas as grandes empresas comerciais.
O objetivo é avaliar melhor o impacto financeiro da crise climática e apoiar a transição ecológica dos países que desejam alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Também é essencial para investidores que financiam grandes grupos e que estão cada vez mais preocupados com o impacto das mudanças climáticas nas empresas, seja por seus resultados, seja por sua reputação.
O G7 afirma seguir as recomendações da Força-Tarefa sobre Divulgação de Informação Financeira Relacionada ao Clima (TCFD), criada em 2017 sob os auspícios do G20.
Os ministros das Finanças foram ainda mais longe ao defender o TNFD (Força-tarefa sobre Divulgação Financeira Relacionada à Natureza), que trata não só do clima, mas também da natureza e da biodiversidade.
Para a organização WWF França, este é "um sinal importante que deve permitir que esta iniciativa global receba um mandato na reunião de chefes de Estado do G20 em outubro".
A associação falou da necessidade de "finanças pró-natureza".
Em relação aos riscos climáticos financeiros, o desafio é que cada país imponha essa medida às suas empresas e que haja um acordo sobre o desenvolvimento de normas contábeis comuns.
O Reino Unido dá o exemplo ao forçar as empresas a divulgar esse impacto a partir de 2025. No entanto, não será obrigatório no início, e as empresas do país serão obrigadas apenas a publicar esses dados ou explicar por que não o fazem.

Para terminar de ler esta matéria acesse o G1

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