
27/05/2021
Conhecido como "urban jungle", um estilo de decoração com muitas e muitas plantas dentro de casas e apartamentos acabou virando moda em postagens no Instagram. A tentativa de trazer a "selva" para dentro de espaços pequenos ganhou força na pandemia.
Mas qual será o limite para esses "loucos por plantas"? E como começar a sua? Fica caro? Para responder a essas perguntas, o G1 conversou com quem aderiu à onda na pandemia e quem já tinha a casa "verde" bem antes disso.
Samuel Gonçalves teve sua primeira planta aos 12 anos "Eu acabei ganhando de presente de uma cliente da minha mãe, que tinha uma lanchonete. Ela deu 12 folhinhas, olha que curioso: eu tinha 12 anos; 12 folhinhas brotadas de uma suculenta", relembra o mineiro de 43 anos, morador de Belo Horizonte.
Foi tanto amor às plantas que Samuel se formou biólogo e fez doutorado em botânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em seu apartamento, ele vive com o marido, dois gatos e mais de 1.200 plantas (veja no vídeo acima). É uma coleção de dar inveja, com plantas vistosas e até raras.
"Olha só, eu parei de contar", diz Samuel. "Eu sei, gente, que é uma quantidade absurda de plantas, mas eu amo demais e me dedico a elas."
Ele dedica pelo menos 1 hora por dia para cuidar das plantas. E vai além: buscando levar a divulgação científica para um público mais amplo, ele conta sua rotina nas redes sociais há mais de 3 anos. Seu canal "Um botânico no apartamento" possui mais de 410 mil inscritos no YouTube.
A padeira Isabella Maria, de 27 anos, também tem uma paixão por plantas que começou na infância. Ela cresceu na zona rural de Magé, município da região metropolitana Rio de Janeiro, "no meio de planta, no meio de mato e cachoeira", relembra.
A mudança para a Ilha do Governador, na capital, foi para ficar mais perto do trabalho e da faculdade. "Eu sentia muita falta de alguma coisa e eu não entendia bem o que que era", explica Isabella, que vive na comunidade da Praia da Rosa.
Em um determinado momento, a revelação veio. "As plantas! Eu sinto falta de estar perto da natureza e tudo mais. Aí eu comecei a trazer isso para dentro de casa", diz. E uma coleção que era consideravelmente pequena, de 12 plantas, triplicou durante a pandemia.
"Vendo que não ia passar logo [a pandemia], eu fui acumulando ainda mais. Talvez, nesse anseio de ambientar, de se sentir pertencente, de estar em um lugar confortável que você sinta que está realmente em casa", conta Isabella.
Para saber qual a origem do termo Urban Jungle, acesse o G1
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