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Conhecido pelas cachoeiras e trilhas, parque de RO que será reduzido tem histórico de invasão e até emboscada contra a polícia

25/05/2021

Mesmo sendo conhecido como ponto turístico de Rondônia, o Parque Estadual Guajará-Mirim, que terá sua área reduzida conforme nova lei, possui um extenso histórico de invasões e conflitos.
Criada em 1990, a unidade de conservação (que abrange as cidades de Nova Mamoré e Guajará-Mirim) tinha uma área de 216.568 hectares para serem protegidos pelo poder público.
Ao longo dos anos a vegetação do parque foi se tornando um atrativo no estado, por causa de suas cachoeiras e trilhas verdes, além de ser o abrigo de espécies de animais ameaçados de extinção. Com a "fama" pública, o Parque Guajará acabou sendo o primeiro a ser aberto à visitação no estado, em 2017.
Mas as invasões, desmatamentos e queimadas se tornaram uma ameaça para a fauna e flora local.
A devastação da área aumentou depois de 2014, quando nove quilômetros de estrada foram abertos dentro do parque (o objetivo era tirar Guajará e Nova Mamoré do isolamento causado pela cheia do Rio Madeira).
Dois anos mais tarde após a instalação da estrada, já em 2016, o Sistema de Proteção à Amazônia (Sipam) identificou aumento de desmatamento, através das imagens de satélites. À época, foram descobertas 67 áreas de desmatamento dentro do Parque Estadual Guajará.
Em 2017, uma operação prendeu o suspeito de ser um dos maiores invasores do parque Guajará. Luciano Jordão, conhecido como Zarolho, liderou um grupo para desmatar uma área de 500 hectares e assim construir uma vila chamada de Terra Prometida.
O ano de 2017 também foi o pior para o parque, em relação ao desmatamento, quando se registrou 2.484 hectares de área derrubada da floresta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Já no ano seguinte, 2018, mais suspeitos foram presos por invadir e construir uma cerca dentro da unidade de conservação.
A situação na região ficou mais crítica em 2020, quando invasores dentro do parque armaram uma emboscada contra a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Polícia Civil e Polícia Militar Ambiental, durante uma fiscalização na área.

Saiba mais no G1

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