
20/05/2021
Moradores da Ilha de Paquetá, no Rio, afirmam que uma das embarcações abandonadas há seis anos no bairro está afundando. As duas barcas estão há seis anos no local e atrapalha a visita de turistas na região.
“Nossa maior preocupação é que vivemos de turismo. Esse aqui é o cartão de visitas. A primeira vista é essa coisa, como se fôssemos lixeira da Baía de Guanabara”, disse Guto Pires, diretor-geral da Associação de Moradores de Paquetá.
O píer teve que ser interditado por também estar em estado de abandono. A madeira da estrutura já está desgastada e quase desaparecendo. Os moradores da região afirmam que as duas barcas pertencem a uma empresa privada, que nunca atendeu os moradores de Paquetá.
A associação de moradores já acionou a Capitania dos Portos, a autoridade marítima.
“A Capitania dos Portos determinou retirada do óleo. Foi retirado, até motor. Segundo capitania, disseram que a empresa responsável contratou um plano de reflutuação, mas permanecia aqui” disse Guto Pires, diretor-geral da Associação de Moradores de Paquetá.
Os moradores também já reclamaram com a Secretaria estadual de Transportes, que fiscaliza as barcas. “Procuramos a Secretaria de Transportes para saber quem deu autorização para que o proprietário possa tirar. Um crime contra o Meio Ambiente e um risco para as crianças”, afirmou Conceição Campos, Representante da Associação de Moradores de Paquetá.
José Fonseca é comerciante e dono de um dos restaurantes mais tradicionais da ilha. O estabelecimento sempre teve a vista como um dos pontos fortes, mas os clientes passaram a almoçar olhando para o “Titanic de Paquetá”.
“Todos eles comentam ‘que coisa horrível. Troço imundo, poluindo a baía’. Está caindo e não tem providência de ninguém. Eu abria de segunda a segunda. Agora, segunda e terça e fecho. Está abandonado. Não tomam providência nenhuma”, disse José.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) disse que monitora constantemente a barca que está afundando e que não há indícios de vazamento de óleo.
A Secretaria estadual de Transportes explicou as embarcações não pertencem ao Governo do Estado nem à atual frota da CCR barcas.
A Marinha do Brasil disse que fiscaliza a Baía de Guanabara para garantir a segurança da navegação, das vidas humanas e a prevenção da poluição ambiental. O órgão explicou que a responsabilidade por qualquer embarcação é do proprietário.
Leia a matéria completa no G1
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