
25/06/2008
As aves foram levadas para o zoológico de Niterói e serão devolvidos ao seu habitat.
Para o veterinário, é preciso cuidado ao encontrar com um pingüim perdido.
Cinco pingüins foram encontrados nesta 3ªF (24) e levados para o Zoológico de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo o veterinário do local, André Sena Maia, eles são provenientes de Magalhães, no sul da América do Sul, e teriam se afastado do grupo e se perdido.
Esses são os primeiros pingüins resgatados em 2008. Os três primeiros foram encontrados por pescadores em alto mar, entre Cabo Frio e Búzios, na Região dos Lagos, e outros dois, em Jurujuba e Camboinhas, em Niterói, e levados ao zoológico por bombeiros do 3º Grupamento de Niterói.
Os três primeiros a chegar foram batizados com os nomes de João, Pedro e Antonio, por terem chegado no dia de São João Batista, padroeiro de Niterói e porque neste mês também se comemora o dia de Santo Antonio e São Pedro. Os outros dois ainda não receberam nomes.
Para a presidente do Zoológico de Niterói, Giselda Candiotto, é sempre uma grande expectativa para a chegada do primeiro pingüim. No entanto, para o veterinário, é preciso cuidado ao encontrar com um pingüim perdido.
“Eles são muito difíceis de se deixarem pegar. Se for fácil, é porque ele está muito debilitado. Mas ainda assim, instintivamente ele tentará bicar o olho, como forma de proteção. A melhor maneira de ajudar um animal desses é usando uma toalha.” aconselha.
André também falou que é totalmente errado botar pingüins no gelo, ou no ar condicionado. Os animais têm temperatura corporal alta, com cerca de 40 graus.
“Quando o pingüim chega aqui, ele perdeu muitas penas e perdeu muita gordura, massa. Por isso, perdeu o mecanismo de se defender do frio. O tratamento que damos quando resgatamos um pingüim é colocá-lo embaixo de uma luz que emite calor.”
De acordo com o veterinário, depois de capturar um pingüim, a melhor maneira de salvá-lo é encaminhar ao Zoológico de Niterói. Depois de tratados, os animais serão encaminhados para o Rio Grande do Sul, onde receberão outro tratamento e depois retornarão à água marítima, na costa. “Eles nunca são deixados em seu lugar de origem, pois assim podem transmitir doenças mais facilmente. De lá, pegam a corrente marítima das Malvinas e retornam para a Patagônia”.
Fonte: Globo.com
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