UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Onça-parda é flagrada por armadilhas fotográficas na Rebio Araras, em Petrópolis, no RJ

29/04/2021

A presença de uma onça-parda foi flagrada por armadilhas fotográficas instaladas na Reserva Biológica Estadual de Araras, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente, o Inea, o segundo maior felino do Brasil tem baixa população naturalmente e está ameaçada de extinção pelo avanço da ação humana no habitat onde o animal vive.
O registro foi feito no dia 21 de abril deste ano.
O monitoramento de animais no local é feito por meio de armadilhas fotográficas que foram destinadas à unidade de conservação por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público Estadual. O equipamento auxilia a equipe da Rebio no monitoramento da qualidade ambiental da fauna.
Com o auxílio da tecnologia, já foram registradas na Rebio Araras diversas espécies como o Gato-maracajá (Leopardus wiedii), e o Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), também ameaçados de extinção.
Somente no ano de 2021, foram contabilizados cinco registros da onça-parda (Puma concolor) dentro dos limites da reserva.
"Pelas características de vida do animal, é possível perceber que a floresta está em equilíbrio, não somente a Rebio Araras, mas também outras unidades de conservação vizinhas que conseguem proteger todo este ambiente florestal e permitir que a espécie sobreviva", disse a gestora da Reserva Biológica de Araras, Érica Melo.
A onça-parda se alimenta de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.
A reserva fica na Região Serrana do Rio e tem 3.837 hectares de área. A Rebio Araras protege em seu interior, aproximadamente, 110 nascentes e 100 km de extensão de cursos hídricos. Além disso, no âmbito do Mosaico Central Fluminense, conecta a Reserva Biológica do Tinguá à Zona de Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental (APA) Petrópolis, duas grandes unidades federais da Região Serrana.
O Instituto Estadual do Ambiente ressalta que na reserva são permitidas apenas visitas de cunho educacional ou realização de pesquisas científicas, mediante autorização prévia.

Fonte: G1

Novidades

Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo

16/07/2026

Animais silvestres e aves exóticas, incluindo uma arara-azul — espécie ameaçada de extinção —, uma a...

Antes de extração, projeto de petróleo na costa amazônica gera expansão de invasões

16/07/2026

No mesmo momento em que a Petrobras intensificava o ritmo de perfuração de um poço na costa amazônic...

Fundo de Catástrofes amplia apoio às vítimas das chuvas

16/07/2026

Mais de 48 mil pessoas afetadas por chuvas e outros eventos climáticos extremos receberam apoio do F...