
16/03/2021
Imagens de armadilhas fotográficas flagraram a onça-pintada que foi capturada no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2019. O vídeo, de novembro de 2020 e gravado por um projeto de monitoramento da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), foi divulgado na última sexta-feira (12).
O animal foi resgatado no dia 13 de maio de 2019 e levado para uma área de Mata Atlântica, que não teve a localização divulgada. O primeiro registro da onça foi feito por um vigilante do Jardim Botânico, no dia 25 de abril do mesmo ano.
Nas imagens acima é possível ver o felino vivo, em ambiente noturno, aparentemente saudável. O projeto da UFSJ, que gravou o vídeo, é coordenado pelo professor Fernando Azevedo.
De acordo com o diretor do Jardim Botânico da UFJF, professor Gustavo Soldati, a boa condição do animal é resultado de um processo que envolveu técnica e conhecimento produzidos pela UFJF e por institutos de pesquisa e ensino parceiros.
"Ficamos muito felizes em receber essa notícia. Ela coroa um trabalho feito com muito empenho de energia, muito cuidado e, sobretudo, pautado e sustentado no conhecimento científico do comportamento, dinâmica, saúde e biologia para a conservação dessa espécie", ponderou.
Segundo o professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, Artur Andriolo, que participou do processo de captura da onça-pintada, as imagens “significam que o plano de translocação de Juiz de Fora para a área de soltura foi um sucesso, pois ela sobreviveu e apresenta um excelente estado de saúde".
Foram quase 20 dias à procura da onça. Na ocasião, foram instaladas quatro armadilhas de caixa em pontos internos e externos do Jardim Botânico, mas somente no dia 13 de maio de 2019, ela foi capturada em um local de cerca de dois metros de profundidade.
O animal foi atraído até o fundo da caixa para pegar uma isca. Isso acionou um gatilho que soltou a porta de entrada e trancou o felino.
Além destas armadilhas, outras seis de laço foram espalhadas em trechos por onde o monitoramento indicou que o animal tinha o costume de passar na área da Mata do Krambeck.
Na época, uma comissão foi organizada para fazer as buscas ao animal. Com acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), a comissão era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e UFJF.
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