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Nalleli Cobo, a jovem asmática que enfrentou as petroleiras que a estavam ´envenenando´ — e ganhou

16/03/2021

Nalleli Cobo tinha 9 anos quando começou a sofrer de asma, sangramentos nasais e fortes dores de cabeça.
Esse foi o início de uma batalha de anos contra um campo de petróleo localizado em frente a sua casa no sul de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Ela e a mãe perceberam que alguns vizinhos também estavam adoecendo e promoveram um movimento que levou ao fechamento da instalação petrolífera.
Mas Cobo não parou por aí. Junto a outros jovens de bairros predominantemente latinos e negros, ela abraçou o ativismo e processou a cidade de Los Angeles para exigir mais regulamentação sobre a extração de petróleo. E ganhou.
Ela foi comparada a Greta Thunberg, embora seu nome seja conhecido localmente há mais de uma década.
Cobo precisou fazer uma pausa no ativismo no início de 2020, após ser diagnosticada com câncer aos 19 anos. Seus médicos não sabem por que ela ficou doente.
Recuperada após três cirurgias e tratamentos, Cobo contou recentemente sua história para a BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

"Eu cresci no centro-sul de Los Angeles, a dez metros de uma instalação de extração de petróleo de propriedade da AllenCo (que adquiriu o local em 2009). Eu morava em um apartamento com sete outros parentes: minha mãe, minha avó, meus bisavós e meus três irmãos.
Minha mãe é do México, e meu pai é da Colômbia. Meu pai foi deportado quando eu tinha 2 anos, e minha mãe me criou.
O ano era 2010, e eu tinha 9 anos. De repente, comecei a me sentir mal, com dor de estômago, náuseas, e espasmos tão fortes no corpo que eu não conseguia andar e minha mãe tinha que me carregar porque eu ficava paralisada como uma planta.
Eu tinha sangramentos nasais tão fortes que precisava dormir sentada para não engasgar com meu próprio sangue durante a noite. Também me deu asma.
Um assassino silencioso estava me envenenando em minha própria casa.
Mas não fui a única. Minha mãe começou a ter asma aos 40 anos, o que é bastante incomum, e minha avó começou a sofrer da mesma coisa aos 70 anos, algo ainda mais raro. Meu irmão também.
As mães do bairro, que se chama University Park, começaram a falar sobre o que estava acontecendo e a perguntar como seus filhos estavam."

Todo o depoimento de Nalleli pode ser lido no G1

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