
04/02/2021
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Prefeitura do Rio pediram ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) o arquivamento do processo de licença prévia da construção do Autódromo Internacional de Deodoro.
Em ofício enviado no último dia 29, o secretário Eduardo Cavaliere afirma que a Floresta do Camboatá, onde o autódromo seria construído, "é um patrimônio ambiental único da cidade".
O documento afirma ainda que se trata de um santuário com fragmentos florestais com diversas espécies de fauna e flora, muitas delas ameaçadas de extinção.
Até a última atualização desta reportagem, o Inea não havia se posicionado sobre o pedido.
Em uma rede social, Cavaliere afirmou que está "desistindo oficialmente da construção do Autódromo Internacional do Rio".
O presidente da empresa que ganhou a licitação para construir e administrar o autódromo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é também sócio da empresa que fez estudos que embasaram o edital da concorrência.
Vencedora da licitação do autódromo de Deodoro, a Rio Motorpark apresentou como garantia à Prefeitura do Rio uma carta-fiança de quase R$ 7 milhões do Maxximus Bank, empresa que não é uma instituição autorizada pelo Banco Central.
A prefeitura aceitou a garantia e afirmou, em nota, que a empresa era um “banco de primeira linha”. Em junho de 2019, o G1 mostrou as suspeitas sobre a licitação.
A reportagem na íntegra pode ser lida no G1
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