
14/01/2021
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa, neste domingo (17), os pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Cinco integrantes da diretoria colegiada do órgão serão os responsáveis por tomar a decisão.
Segundo a agência, é a primeira vez que o colegiado se reúne em um domingo. O encontro começa às 10h e tem transmissão ao vivo pelos canais digitais da Anvisa. Os diretores que participam da análise são: Antonio Barra Torres - Diretor-presidente, Meiruze Sousa Freitas - Segunda diretoria, Cristiane Rose Jourdan Gomes - Terceira diretoria, Romison Rodrigues Mota - Quarta diretoria e Alex Machado Campos - Quinta diretoria.
Um dos pedidos a ser analisado é o enviado pelo Instituto Butantan para a aplicação da CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com o laboratório Sinovac. O segundo é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que solicitou o uso do imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.
A decisão sobre o uso emergencial cabe à diretoria colegiada por ocorrer fora do rito convencional de registro de vacinas no país. De acordo com a Anvisa, os diretores vão analisar os pareceres elaborados por três áreas técnicas que somam, ao todo, 50 pessoas.
Os pareceres são divididos entre as equipes que atuam em:
* Registro de medicamentos
* Certificação de boas práticas de fabricação
* Farmacovigilância de medicamentos (monitoramento do produto no mercado)
De acordo com a Anvisa, após a votação da diretoria colegiada, a decisão passa a valer com a publicação do resultado e a notificação da entidade que ingressou o pedido.
Durante a análise, os diretores vão avaliar os seguintes itens:
* Qualidade;
* Boas práticas de fabricação;
* Estratégias de monitoramento e controle;
* Resultados provisórios de ensaios clínicos.
Ainda de acordo com a agência, a empresa que entrou com o pedido precisa comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina.
Se aprovado, o imunizante com uso emergencial liberado não pode ser comercializado, apenas distribuído no sistema público de saúde. A liberação pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.
Para saber mais, acesse o G1
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