
12/01/2021
Cariocas se aglomeraram no último sábado (9) em bairros definidos pela Prefeitura como regiões de alto risco para a transmissão da Covid-19.
O RJ2 registrou uma multidão no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste, e no calçadão de Ipanema, na Zona Sul. Muita gente caminhava sem máscara em ambas as regiões.
A areia ficou lotada na altura do Posto Nove, também em Ipanema, e, mais cedo, uma fila imensa se formou pra visitar o Forte de Copacabana.
Dezoito regiões foram listadas como de alto risco no boletim epidemiológico da prefeitura, divulgado um dia antes (8): Centro, Rio Comprido, Botafogo, Copacabana, Lagoa, Tijuca, Vila Isabel, Méier, Irajá, Madureira, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Ilha de Paquetá, Anchieta, Santa Teresa, Barra da Tijuca e Realengo.
Ruas cheias, hospitais também. A taxa de ocupação na rede SUS da capital, que inclui leitos para Covid-19 de unidades municipais, estaduais e federais chegou hoje a 92% nas UTIs e a 94% nas enfermarias.
De manhã, em um evento na Cidade de Deus, o prefeito Eduardo Paes disse que a fila pra internação por Covid na rede municipal está zerada.
“A informação que eu tenho é que a fila está zerada dentro dos critérios da saúde, porque não para nunca de chegar gente. Acho que está se conseguindo atender bem lá no [Ronaldo] Gazolla, e mais leitos estão sendo abertos”, disse.
A Secretaria Municipal de Saúde diz que 64 pacientes aguardam transferência na rede municipal, mas que não há doentes esperando internação de forma improvisada, em cadeiras ou macas.
A prefeitura prometeu abrir 343 leitos pro tratamento de pessoas com o novo coronavírus.
Cento e cinquenta leitos foram reabertos nos hospitais Ronaldo Gazolla, em Acari, e Souza Aguiar, no Centro e mais quarenta e três devem ser liberados a partir dessa semana.
A Secretaria de Saúde afirma vai abrir os outros leitos em unidades particulares até o começo de fevereiro. O município diz que já há hospitais interessados, mas não informou quais.
Na segunda-feira, a prefeitura vai publicar no diário oficial uma lista detalhada com o número de leitos e funcionários em hospitais, além de equipes de saúde da família dados do ano passado até agora.
Ao todo, 15.527 pessoas morreram com coronavírus na cidade desde o início da pandemia.
O prefeito pede a ajuda da população: "Das três categorias que nós colocamos - moderada, alta, muito alta, a muito alta tem medidas mais enérgicas. ela não é uniforme pra toda a cidade mas tem eventualmente o fechamento de comércio. então o que a gente pede mais uma vez é a colaboração da população. não dá pra prefeitura ficar de babá de indivíduo, de cidadão";
A expectativa é que a vacinação no rio comece até o fim do mês. A vacina aplicada aqui deve ser a Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. O Rio tinha assinado um termo pra compra direta dessa vacina, mas o Ministério da Saúde incorporou todas as doses da Coronavac ao plano nacional de imunização.
"Nós dissemos que queríamos começar até o fim de janeiro e o plano nacional de imunização, pelo que eu tive de informação do Daniel[Soranz], pelo que ele teve de informação do Butantan... o governo federal adquiriu essas vacinas pra distribuir pra todo o Brasil e começar a vacinação até o fim de janeiro".
Fonte: G1
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