
17/12/2020
"O tio do pavê" deve ficar de fora da ceia de natal deste ano. A Prefeitura de Belo Horizonte não proíbe reuniões em casa durante a pandemia do novo coronavírus, mas recomenda que confraternizações não aconteçam nesse período.
Segundo o infectologista Carlos Starling, que também é membro do comitê de enfrentamento da Covid-19 da prefeitura, o momento não é para festas, mas se, mesmo assim, as pessoas optarem por passar o natal e réveillon com parentes é preciso ter responsabilidade.
"Preferível que não tenha reuniões em casa. Se fizer, reúna o máximo de 7 pessoas que fazem parte do seu convívio. Mesmo assim, para isso, o recomendado é que, pelo menos uma semana antes do natal, estas pessoas fiquem reclusas, isoladas. Se possível, façam um exame antes, o antigênico, por exemplo, que é um teste rápido em que utilizamos o swab nas narinas, como o PCR. O resultado sai no mesmo dia da coleta", disse Starling.
O infectologista ainda falou sobre os cuidados durante a comemoração. Principalmente retirar a máscara apenas na hora das refeições e manter o distanciamento de 1 metro e meio entre os convidados, além do uso de álcool em gel nas mãos:
"Faça o encontro, preferencialmente, em ambiente aberto ou arejado. Não dá para receber penetra, só as pessoas que se cuidaram antes e que fazem parte da sua "bolha de relacionamento". O distanciamento precisa ser mantido, só retirar a máscara para comer. Marque os copos, deixa os talheres e pratos separados, retire a máscara somente na hora das refeições. Isso tudo sem abraço de Feliz Natal", orienta o médico.
"Nada é 100% seguro. Segurança é não fazer festa", cravou ele.
Starling ainda explicou que as pessoas que já foram contaminadas pela Covid-19 também devem cumprir as medidas sanitárias. "Tem risco de pegar de novo e transmitir".
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte disse que recomenda que os cidadãos não realizem e nem participem de eventos e confraternizações de final de ano, independentemente na quantidade de pessoas. As denúncias de aglomerações na cidade podem ser feitas pelo 153, destacou a administração municipal.
Já a Guarda Municipal de BH destacou que não pode entrar nas casas para fazer essa fiscalização:
"Com base no Artigo 5º da Constituição Federal, que define o direito fundamental relativo à inviolabilidade domiciliar, a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial."
Portanto, os agentes não tem poder de entrar "nos domicílios particulares para verificar o cumprimento do distanciamento mínimo entre as pessoas e das demais medidas preventivas contra a propagação da pandemia".
"A corporação ressalta, porém, que a pandemia não acabou. Neste sentido, se faz necessário adotar as medidas de prevenção indicadas pelas autoridades de saúde e somar forças para que juntos possamos superar esse momento", informou a nota da Guarda Municipal.
Já em Contagem e Betim, as outras duas maiores cidades da Região Metropolitana, as prefeituras disseram que vão fiscalizar inclusive nas casas.
Saiba mais no G1
Unesco vai analisar 30 novas candidaturas a Patrimônio Mundial, incluindo uma do Brasil; veja a lista
21/07/2026
Tintas sustentáveis protegem a água na indústria náutica
21/07/2026
Paris amplia uso do Sena para resfriamento de edifícios
21/07/2026
Pescadores cortam barbatanas de tubarões vivos e os atiram de volta ao mar, diz ONG
21/07/2026
Grécia usa satélites para detectar incêndios florestais
21/07/2026
Incêndios avançam no Canadá e fumaça persiste em parte dos EUA
21/07/2026
