UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Grandes empresas de alimentos pedem que tradings evitem soja de áreas desmatadas do Cerrado

17/12/2020

Um grupo de empresas internacionais que inclui Tesco, Walmart, Unilever e McDonald´s pediu que grandes tradings de commodities parem de trabalhar com soja associada ao desmatamento do Cerrado brasileiro.
O grupo de 163 companhias, signatárias da Declaração de Apoio ao Manifesto do Cerrado, disse na terça-feira (15) que escreveu em novembro às tradings Archer Daniels Midland (ADM), Bunge, Louis Dreyfus, Cargill, Cofco International e Glencore para pedir que elas deixem de obter soja, direta ou indiretamente, de áreas desmatadas no Cerrado após 2020.
Nenhuma das tradings concordou com as medidas, segundo o comunicado.
"Pedimos às tradings que intensifiquem seus próprios compromissos e implementem sistemas robustos de monitoramento, verificação e relatórios na região, e estabeleçam uma data limite em 2020 livre de conversão de desmatamento do Cerrado para a soja", disse Anna Turrell, diretora de Meio Ambiente da Tesco.
Atualmente, a região do Cerrado produz cerca de 60% de toda a soja do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, que é processada para produção de ração e óleo.
O Cerrado compreende estados importantes do agronegócio, como parte dos estados Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, a fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) e Goiás.
No ano passado, grupos ambientais criticaram a Cargill após a companhia afirmar que ela e a indústria de alimentos em geral não conseguiriam atingir a meta de eliminar o desmatamento das cadeias de oferta até 2020.
Na América do Norte, empresas estão encorajando produtores a adotar práticas mais sustentáveis, devido à pressão do consumidor e às expectativas de mais regulamentações.
A Cargill disse em comunicado em seu website que reconhece "a urgência de abordar a questão do desmatamento e da conversão de terras com vegetação nativa no Cerrado."
"Podemos confirmar que a Cargill não fornecerá soja de agricultores que desmatam ilegalmente ou em áreas de proteção, e temos as mesmas expectativas em relação aos nossos fornecedores", afirmou a trading.
Um porta-voz da ADM, em resposta a um pedido da Reuters por comentários, disse que a "ADM possui uma rígida Política de Não Desmatamento, e contamos com tecnologias de satélite para garantir que possamos cumprir nossa política."
A Bunge afirmou que "não adquire soja de áreas desmatadas ilegalmente" e "se dedica a uma cadeia produtiva sustentável e tem o compromisso público, desde 2015, de eliminar o desmatamento de todas as nossas cadeias produtivas até 2025, prazo mais curto do setor".
Cofco, Louis Dreyfus e Glencore não responderam de imediato a um pedido por comentários.

Fonte: G1

Novidades

Unesco vai analisar 30 novas candidaturas a Patrimônio Mundial, incluindo uma do Brasil; veja a lista

21/07/2026

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) vai analisar 30 nova...

Tintas sustentáveis protegem a água na indústria náutica

21/07/2026

A água está cada vez mais no centro das discussões ambientais, não apenas pela escassez, mas também ...

Paris amplia uso do Sena para resfriamento de edifícios

21/07/2026

O resfriamento urbano vem se consolidando como uma das principais estratégias de Paris para enfrenta...

Pescadores cortam barbatanas de tubarões vivos e os atiram de volta ao mar, diz ONG

21/07/2026

Ao longo da costa da África Ocidental, um pescador a bordo de um atuneiro chinês corta as barbatanas...

Grécia usa satélites para detectar incêndios florestais

21/07/2026

A Grécia passou a contar com uma constelação de satélites capaz de detectar incêndios florestais ain...

Incêndios avançam no Canadá e fumaça persiste em parte dos EUA

21/07/2026

Os incêndios florestais que se alastram por Ontário atingem uma área de 735 mil hectares, segundo ba...